Tertúlia 40 anos de VIH no Hospital de Egas Moniz

Atualizado em 19 dezembro 2024

A ULS Lisboa Ocidental realizou esta quinta-feira, 12 de dezembro, a tertúlia 40 Anos de VIH em Portugal - Passado, Presente e Futuro com o Hospital de Egas Moniz, que juntou o Serviço de Infeciologia e parceiros importantes neste percurso.

O Prof. João Gamelas, diretor para os cuidados de saúde hospitalares da ULS Lisboa Ocidental, abriu o encontro e regressou aos anos 80, dos primeiros diagnósticos, em que foi preciso enfrentar um novo vírus e lutar contra o preconceito ainda antes de haver os primeiros medicamentos disponíveis, um cenário que viria mais tarde a mudar o prognóstico e a sobrevivência à doença.

O Dr. Kamal Mansinho, diretor do Serviço de Infeciologia e médico do Hospital de Egas Moniz desde os primeiros anos de resposta ao VIH, percorreu as décadas de luta contra a epidemia numa intervenção para a posteridade, dos primeiros anos em que se vivia, com impotência, a morte de doentes jovens, ao otimismo com o aparecimento dos antirretrovirais e à encruzilhada que se vive hoje para tentar conter a epidemia.

Lembrou figuras de referência como o Dr. José Luís Champalimaud e agradeceu também aos doentes, que "estoicamente" foram aderindo à medicação quando ela era muito mais dura do que é hoje. “O VIH continua a ser uma das tragédias de saúde pública”, sublinhou, falando dos desafios que existem hoje em matéria de comunicação e referenciação de pessoas com VIH para os cuidados de saúde.

Agradecemos aos convidados que estiveram connosco para o momento de partilha e reflexão: a enfermeira Teresa Barradas, enfermeira gestora do Serviço de Infeciologia, a Dra. Ana Mirco, em representação dos Serviços Farmacêuticos, o Dr. João Ramires, em representação da direção clínica para os cuidados de saúde primários, a Dra. Érica Viegas, vogal do Conselho Diretivo do INFARMED, I.P., a Doutora Filomena Pereira, em representação do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Maria João Santa Maria, em representação do Fórum Nacional da Sociedade Civil para o VIH/Sida, e Dulce Salzedas, com um percurso de quatro décadas no jornalismo que se cruzam também como a história do VIH no Egas Moniz.

Deste encontro, ficaram algumas ideias-chave, resumidas no final pela Dra. Ana Cláudia Miranda, infeciologista e diretora médica do Hospital de Egas Moniz: há oportunidades para maior inovação terapêutica, para comunicar melhor com a população e para nos articularmos melhor enquanto Unidade Local da Saúde e na comunidade, com maior intervenção da sociedade civil na sensibilização e resposta a um vírus que continua entre nós.

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